Ah, que alívio. Com Dexter de volta às noites do ShowTime estamos salvos de novo. Afinal, ele está com suas facas, faquinhas, facões, bisturis, serras, cutelos bem afiados para matar lentamente vilões e depois cortar em pedaços e desová-los no fundo mar. Na segunda temporada, meio morna se comparada à primeira, ele quase foi pego, mas saiu com mãos asseticamente limpas. O primeiro capítulo da terceira temporada do nosso amado serial killer dá sinais que teremos um desenrolar mais interessante e menos enorolado que o da segunda. Seja lá como for, estou ansiosa pelo que esse delicado assassino vai mostrar nessa nova temporada. Será ele capaz de manter-se no código "ético" criado por seu pai adotivo? Será capaz de desenvolver sentimentos humanos como o remorso? Dexter, beijo, me liga!
P.S.: Shame on you, canais FOX! Vocês têm um ouro desses nas mãos e trabalham mal pra caramba a divulgação... Aproveitem e espalhem aos quatro cantos, façam maratonas e chamem o público para uma das séries mais inteligentes e instigantes dos últimos anos.
Vamos deixar bem claro: há anooooooooos não via uma série tão interessante e bem executada sobre vampiros como True Blood (HBO), ainda inédita no Brasil. Lá nos EUA está no terceiro capítulo (vai para o quarto no domingo) e já tem a segunda temporada assinada. Confesso que quando o assunto são os sanguessugas minha peneira é um pouco mais aberta. Moonlight, por exemplo, é um lixo, eu sei, mas assisti e gostei. Tenho perfeita noção de que o roteiro era ridículo, a direção tosca e o vampirão (ah, Mick St. John, que saudades!!) bem canastra. Mas eu gostava mesmo assim. Tem canino alongado, tô dentro!
True Blood, ao contrário de Moonlight, tem estofo, uma premissa interessante – numa época em que sangue sintético é vendido em garrafas, os vampiros decidiram sair das sombras... Bom, nem tanto... – e um casal que pega fogo (Anna Paquin, a Vampira de X-Men e Stephen Moyer, uma belezura). Sookie (Paquin) é uma garota que sofre desde a infância com sua habilidade de ler mentes, já que muitas vezes ouviu coisas que não queria. Quando encontra Bill (Moyer) sente pela primeira vez na vida uma calma, uma paz porque, não se sabe a razão, ela não “lê” a mente de vampiros. E esse sossego, esse silêncio fazem a moça cair de quatro pelo dentuço, que até segunda ordem é um crava-dentes do bem, adepto do sangue sintético. Mortes, assassinatos em série, muita cena de ação – sexual ou não – violência e sangue fervendo. Atenção para dois pontos sensacionais da série: a abertura profana ao som de “Bad Things” (de Jace Everett) e os finais dos episódios, todos surpreendentes que deixam a gente a roer até os ossos esperando pelo próximo capítulo. Momento girlie: Bill, I wanna do bad things to you! ;)
Uma homenagem aos dois melhores filmes de terror dos últimos anos: A Casa dos 1000 Corpos e Rejeitados Pelo Diabo. Esse aí é o palhaço camarada Captain Spaulding (Sid Haig), conhecido por sua delicadeza e hospitalidade. Eu tenho um autógrafo dele (thanks, my love!)!!!! Rob Zombie é rei! E esqueçam os detratores de sua versão para a gênese de Michael Myers em seu Halloween. É um começo digno e devidamente assustador para um grande personagem de filmes de horror. Bateria nota 8! Roots bloody roots!
Wander é gênio!!! “Eu queria morar em Beverly Hills numa mansão de um milhão e quinhentos Mil ter limousine, piscina e telefone celular limpar a bunda com dolar e arrotar caviar, eu queria ser amigo de Kelly, Brandon, Brenda e Donna lá em Beverly Hills Eu queria ter um Porsche e poder cantar com os Walsh Os Walsh, Os Walsh, lá em Beverly Hills”
Macacos me mordam! Jason Priestley foi ouvir música do Eddie Vedder no Alasca com o guia de sobrevivência do Sean Penn? Tristeza, meu povo! O ermitão aí é o que sobrou do pimpão Brandon do blaster Barrados no Baile versão ´90. A colega ao lado é a atriz Tiffani Amber Thiessen que fez parte do elenco nas temporadas derradeiras. Run, Forrest, Run!
Acho Orkut e blogs usados como "meu querido diário" uma baboseira insuportável. Tenho preguiça desse povo que bebe uns goles, cheira uma carreira de orégano e senta para escrever sobre suas "loucas experiências" achando que só isso é o suficiente para ser o Jack Kerouac de sua geração. Mas há tempos os blogs deixaram de ser essa meleca e aí sim se tornaram algo interessante para mim. Demorei muito para dar o braço a torcer, mas old school é assim mesmo. Então, meus queridos, sejam bem-vindos a casa dessa humilde alma anciã. E aqui só tem as coisas boas da vida: terror, trash, gore, sangueira, vampiros (principalmente Drácula), cinema em geral, seriados, poplândia, música, JC, Maiden, muito laquê e hard rock, games, brinquedos, tech, quadrinhos, Alan Moore, Neil Gaiman (don´t let them tease you!!!), livros, dublagem, animação, muscle cars, moda, estilo, beleza e belezuras, crônicas, historietas, nerdorâma em geral... “Welcome to my home. Enter freely of your own will and leave some of the happiness you bring”.